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	<title>Arquivos despedida - Pedro Assun</title>
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	<description>Redator - Roteirista - Escritor</description>
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	<title>Arquivos despedida - Pedro Assun</title>
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		<title>Vazio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Assun]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 23:01:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Foto]]></category>
		<category><![CDATA[cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[despedida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nunca achei que seria tão difícil dizer adeus e muito menos escrever esse texto. &#160; Outro dia, ouvi os cachorros vizinhos latindo e levantei a cabeça &#8211; igual você fazia &#8211; esperando a resposta do único latido que eu conhecia de cór. Notei que, pela primeira vez, as laterais das camas não têm seus rastros ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size"><span style="font-size: 32px;"><strong><span class="" style="font-family: fonte-pedro;">Nunca achei que seria tão difícil dizer adeus e muito menos escrever esse texto.</span></strong></span></p>



<div class="                     Igw0E     IwRSH      eGOV_         _4EzTm                                       ItkAi                                                                       ">&nbsp;</div>
<p><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><span id="more-2678"></span></span></p>
<p><span class="" style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Outro dia, ouvi os cachorros vizinhos latindo e levantei a cabeça &#8211; igual você fazia &#8211; esperando a resposta do único latido que eu conhecia de cór. <br><br>Notei que, pela primeira vez, as laterais das camas não têm seus rastros de coceira e no tapete, falta o quentinho no lugar onde você deitava. As barreiras que protegem as plantas do meu pai completaram 2 semanas intactas. Um recorde em 12 anos. E é engraçado pensar que colocaram um vaso na sacada, bem no seu canto preferido de ver meu pai no jardim. <br>Sinto falta de te encher o saco e de acordar com sua cara apoiada na cama.<br><br>Às vezes, amigão, <br>Às vezes, eu esqueço…<br><br>E acho que vou te encontrar nos cantos da casa, embaixo dos carros ou na porta do meu quarto. Você foi mudando os lugares, mas sempre esteve por perto e agora, meu assobio e até o barulho da coleira ecoam sozinhos. <br><br>É estranho chegar em casa sem te encontrar, não sair do rolê para te dar comida &#8211; você sempre soube o quanto me salvou de roles errados &#8211; e nem passear a noite. Confesso que, outra noite, dei uma volta no quarteirão só pra matar a saudade. Eu também mantenho seu hábito de tomar sol todos os dias, mas até os raios estão um pouco mais frios sem sua companhia.<br><br>Meus amigos e até aquela veterinária bacana disseram coisas boas sobre a gente e sobre meu amor por você. Acho que eles sabem o quanto sinto sua falta e o quanto sou agradecido por ter você. Mesmo assim, uma parte de mim sempre estará sozinha em tempos difíceis.<br><br>É, amigão…<br>Minhas aventuras e o Natal deste ano serão diferentes, mas prometo não te esquecer e (voltar a) ser o dono que sempre esteve ao seu lado. Até no fim. <br><br>Muito obrigado.</span></p>



<p><a href="https://pedroassun.com.br/wp-content/uploads/2021/08/LRM_20210711_161939-scaled.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2684 size-large" src="https://pedroassun.com.br/wp-content/uploads/2021/08/LRM_20210711_161939-683x1024.jpg" alt="" width="480" height="720" srcset="https://pedroassun.com.br/wp-content/uploads/2021/08/LRM_20210711_161939-683x1024.jpg 683w, https://pedroassun.com.br/wp-content/uploads/2021/08/LRM_20210711_161939-200x300.jpg 200w, https://pedroassun.com.br/wp-content/uploads/2021/08/LRM_20210711_161939-100x150.jpg 100w, https://pedroassun.com.br/wp-content/uploads/2021/08/LRM_20210711_161939-768x1152.jpg 768w, https://pedroassun.com.br/wp-content/uploads/2021/08/LRM_20210711_161939-1024x1536.jpg 1024w, https://pedroassun.com.br/wp-content/uploads/2021/08/LRM_20210711_161939-scaled.jpg 1706w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></a></p>
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		<title>Saideira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Assun]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[despedida]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A despedida era das férias, mas quem disse adeus foram meus amigos.            Aquela mesa de metal, de cadeiras duras e &#8220;espalhanapos&#8221; à vontade, só não ganha destaque na praça de alimentação, por causa da sua localização, tão escondida atrás de uma pilastra que nunca se deram ao trabalho de trocá-la. Ela também passaria batida ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size"><span style="font-size: 32px;"><strong><span style="font-family: fonte-pedro;">A despedida era das férias, mas quem disse adeus foram meus amigos.</span></strong></span></p>



<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><span id="more-2615"></span><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Aquela mesa de metal, de cadeiras duras e &#8220;espalhanapos&#8221; à vontade, só não ganha destaque na praça de alimentação, por causa da sua localização, tão escondida atrás de uma pilastra que nunca se deram ao trabalho de trocá-la. Ela também passaria batida por mim, se não fosse a memória que ela me traz: a despedida das tardes vazias das férias.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>O dia seguinte seria nosso último &#8220;primeiro dia de aula&#8221;, então marcamos a reunião ー palavra que ainda estava fora do ambiente profissional e, portanto, ninguém chorava ao ouvi-la ー com um objetivo bem definido: &#8220;ah, sei lá, vamo se trombar&#8221;. Na nossa adolescência, o álcool e a maconha não nos conheciam, assim, fumar ou beber não eram um pré-requisito para se reunir, a presença já bastava.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Não sei como escolhemos aquela mesa, que na época, era igual a tantas outras ー talvez foi sorte ou talvez ela não estivesse sendo guardada por um crachá. Também não lembro com detalhes das horas que passamos lá, na verdade, lembro mais de um momento específico em que, após uma risada sem compromisso, olhei para os outros lugares ocupados. Na minha frente, o Tomate que (ainda) ria dos próprios erros e não parava de falar da sua paixonite que o tinha adicionado no MSN durante as férias ー mal sabia que a vergonha de dançar em público ia impedi-lo de conhecer os lábios dela. Ao lado dele, o Siqueira, preguiçoso, inteligente, sem barba e nenhuma militância ー atualmente, ele é taxado de comunista e vende bolinhos de pote. O Rafs, que sempre fez o maior sucesso com as garotas, mas tinha se apaixonado mesmo pelo Senhor do Anéis e começado seu próprio livro ー 13 anos depois, ele namora um cara e ainda não terminou de escrever. E eu pagava de malandro por ouvir rap e com a certeza de que eu passaria sem recuperação naquele ano ー muitas ilusões. Sendo que a maior delas era acreditar que as coisas não mudariam e nem que o tempo levaria embora essas companhias.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Essa memória me ressurgiu durante uma conversa que tive com a Pri ー que apesar de não estar lá, também foi uma amiga distanciada pelos ponteiros ー onde surgiu a pergunta: &#8220;se você conhecesse seus amigos hoje, vocês se conectariam?&#8221;, e isso evoluiu para outra: &#8220;se vocês não são amigos agora, por que eram no passado?&#8221;<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Tá certo que a convivência diária no mesmo ambiente é um terreno muito fértil. Faculdades, empresas, cursos, clubes… são grandes canteiros de obras das construções que são as conexões. Sim, todos somos pedreiros das nossas amizades, paixões e até das relações não declaradas. Porque do mesmo jeito que uma obra, uma sintonia verdadeira ー mesmo que passageira ー exige trabalho de ambas as partes, equipamento de segurança para se proteger das pancadas; a comunicação é um dos principais problemas e ninguém é capaz de dizer quando termina. Sem contar a manutenção para manter aquilo de pé.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Dentre os canteiros, o colégio é o mais diferente por conta da diversidade de pessoas juntas e essa noção só veio com o tempo mesmo. Ele é um grande elemento numa equação que alimenta o autoconhecimento. O que quero dizer é que quanto mais a gente cresce, mais a gente se encontra e se torna a gente, porque nossas paixões e, consequentemente, nossas diferenças crescem usando as vivências como alvenaria. Claro que eu escrevia no colégio, mas meus projetos, as crônicas, as histórias e a comédia ー se você acha minhas piadas ruins agora, nem imagina no passado ー nada disso tinha acontecido ainda. Como resultado, hoje, sou muito mais Pedro do que eu jamais fui. E o mesmo vale para meus amigos. O Tomate está mais empreendedor e certinho do que nunca, o Rafs se descobriu um barman espetacular, o Siqueira está morando numa aldeia indígena. E todos estudaram na mesma sala sem saber que seriam tão diferentes décadas depois ー parece até começo de piada: &#8220;um engenheiro, um escritor, um barman&#8230; entraram numa escola&#8221;.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Sei que existem muitos fatores para você se tornar amigo ou desafeto de alguém. Afinal, você não é camarada de todo mundo que vê com muita frequência ー inclusive, muitas amizades seriam melhores se a convivência diminuísse. Mas a fase da vida é uma condição importante.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Éramos puros em relação a tudo: à vida, a nós mesmos e uns com os outros. Eu não tinha preguiça de conversar com o Rafs, ranço da presença do Tomate e sabia até se Siqueira continuava vivo depois de falar besteira pro cacique. São sentimentos que vieram com os anos. Da mesma forma que nossos uniformes, essa pureza nos mantinha iguais e unidos em um mesmo universo de <a href="https://pedroassun.com.br/contaipe/cronica/amizades-e-formaturas/">formaturas</a>, notas, garotas, <a href="https://pedroassun.com.br/contaipe/cronica-samuel/">professores</a>, MSN etc.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Atualmente, sentamos em mesas separadas, modernas, fora do shopping e com companhias que fazem mais sentido, mas fico feliz que a outra ainda resiste, velha, escondida e que de vez em quando eu possa visitá-la. Assim como minha lembrança, ela é uma das razões por eu ser quem sou. E eu me orgulho disso.</span></p>
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		<title>Amizades e formaturas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Assun]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2021 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[despedida]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[formatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já dizia o poeta: que as formaturas sejam eternas enquanto durem.   ㄧ Sabe que a gente nunca mais verá o Felipinho né!? ㄧ É o que Vini me diz enquanto olhamos nosso amigo se despedindo dos outros.  Acho que o Felipinho já trabalhava com a gente há uns 2 anos. É aquele tipo de ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 35px;">Já dizia o poeta: que as formaturas sejam eternas enquanto durem.</span></p>



<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro;"><span id="more-2493"></span><span style="font-size: 30px;">  ㄧ Sabe que a gente nunca mais verá o Felipinho né!? ㄧ É o que Vini me diz enquanto olhamos nosso amigo se despedindo dos outros.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"> Acho que o Felipinho já trabalhava com a gente há uns 2 anos. É aquele tipo de cara que passa despercebido de longe ㄧ e de perto também ㄧ pois sempre foi muito calado. Mas depois um tempo, ele começou a ouvir as conversas de canto e logo soltava um comentário sarcástico e bem baixinho, algo que só quem estava do lado tinha o prazer de rir junto; virou uma companhia disputada nos almoços.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Era um exemplo de foco. Nunca tirava o olho da sua tela, nem da dele e nem das nossas, sabia que o Vini cantava para plateia imaginária em um show não tão particular, enquanto o Danilo fazia trabalhos da faculdade, ao mesmo tempo que a Luciana via a programação das ondas do final de semana na praia, e eu disfarçava para escrever textos fora da pauta &#8211; inclusive ele já teria lido essa crônica. E não só de fofoca eram suas teladas (Aqui vale uma explicação: Telar. Verb. Tr. bisbilhotar a tela de computador ou celular alheio)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Criamos o &#8220;Selo Felipinho de Qualidade&#8221;, entregue aos recebedores dos e-mails em branco, cujo o assunto explicada tudo: &#8220;me passa essa referência aí &#8220;. Um atestado que o conteúdo da sua tela era interessante. Embora o prêmio de verdade era de quem ele respondesse no whats, a gente só sabia que ele lia as mensagens porque fazia questão de aparecer em todos os aniversários, churrascos, encontros, despedidas, chá dos filhotes do cachorro do Guto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Na segunda, Felipinho já estaria em outra agência, provavelmente sendo apresentado como &#8220;o novo cara da arte&#8221;, e em breve, teria novos amigos, novas piadas internas, novos lugares pra almoçar e reclamar do preço. Enquanto nós ficaríamos sem nosso hobby matinal favorito: atazaná-lo enquanto ele comia um pão na chapa com requeijão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Mesmo sabendo que sua rabugice faria falta, estávamos felizes por ele. Essa foi uma das razões por que achei que a frase do Vini, era da boca pra fora, uma dessas falácias carregadas pela saudade. Mas, ao contrário de muitas expressões que perdem seu sentido com a repetição descarada ㄧ por pessoas como o <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://pedroassun.com.br/contaipe/cronica/o-cara-do-violao/">cara do violão</a><strong> &#8211;</strong></span> essa ficou mais forte. E cada vez que um amigo se despedia da agência, eu lembrava com mais atenção daquelas palavras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">E depois de um tempo, elas fizeram sentido; pensa um pouco, puxa da memória; com certeza, você teve alguém muito próximo durante um intervalo muito específico de tempo, mais precisamente, durante uma convivência; de uma viagem, um curso, um trabalho, uma noite ㄧ a famosa amizade de bar ㄧ ou até um amor de carnaval. E então, acaba. Não vai se acabando com os anos, mas desmorona com o cravar da sua própria hora, assim como uma festa. Mais do que isso, assim como uma formatura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">&#8220;Mas&#8230;formaturas são festas como qualquer outra.&#8221; ㄧ você pode pensar enquanto segura a cabeça com as mãos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Bom, se você acha isso é porque nunca foi em uma e eu vou te explicar a diferença ㄧ caso tenha ido, vamos fingir que não, para eu poder continuar a crônica, beleza!?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Formaturas, seja de colégio ou faculdade, são diferentes. Pra começar, elas são completas, tem gente bonitas ㄧ no mínimo bem vestida ㄧ comidas à vontade, shows ao vivo, pista de dança, lugar pra sentar ㄧ depois dos 30, isso é muito importante ㄧ e um ambiente único. Mesmo que você não seja um formando, você sente a atmosfera de perfume de nostalgia misturado à incerteza do futuro e vê brindes que celebram sonhos. Nesta noite, completos estranhos se tornam melhores amigos, casais recém-formados juram amor eterno, Nazaré e Maria do Carmo sentam na mesma mesa e combinam o próximo churrasco, enquanto uma Glória Menezes, que veio só pelo netinho e ia embora após o primeiro brinde, fuma unzinho com os formandos. Tudo acontece em nome de um sentimento de união e pertencimento, que pela sua intensidade, parece imortal. Até que as luzes do salão se acendem, abrem as portas e o perfume se dissolve.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Entenda que não são encontros falsos, pelo contrário, eles têm entrega e presença; as pessoas curtem, se divertem, aproveitam, compartilham sentimentos…E tudo isso continuará intacto para um futuro reencontro, onde como fotografias, esses momentos merecem uma revisita, ou talvez não, talvez quando elas se cruzarem na rua, sejam só desconhecidos com um passado em comum. Ninguém sabe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Afinal, nem toda amizade é pra sempre. E acho que tanto o Vini quanto o Felipinho já sabiam disso.</span></p>
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