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	<title>Arquivos escola - Pedro Assun</title>
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	<description>Redator - Roteirista - Escritor</description>
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	<title>Arquivos escola - Pedro Assun</title>
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		<title>Saideira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Assun]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A despedida era das férias, mas quem disse adeus foram meus amigos.            Aquela mesa de metal, de cadeiras duras e &#8220;espalhanapos&#8221; à vontade, só não ganha destaque na praça de alimentação, por causa da sua localização, tão escondida atrás de uma pilastra que nunca se deram ao trabalho de trocá-la. Ela também passaria batida ...</p>
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<p class="has-medium-font-size"><span style="font-size: 32px;"><strong><span style="font-family: fonte-pedro;">A despedida era das férias, mas quem disse adeus foram meus amigos.</span></strong></span></p>



<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><span id="more-2615"></span><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Aquela mesa de metal, de cadeiras duras e &#8220;espalhanapos&#8221; à vontade, só não ganha destaque na praça de alimentação, por causa da sua localização, tão escondida atrás de uma pilastra que nunca se deram ao trabalho de trocá-la. Ela também passaria batida por mim, se não fosse a memória que ela me traz: a despedida das tardes vazias das férias.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>O dia seguinte seria nosso último &#8220;primeiro dia de aula&#8221;, então marcamos a reunião ー palavra que ainda estava fora do ambiente profissional e, portanto, ninguém chorava ao ouvi-la ー com um objetivo bem definido: &#8220;ah, sei lá, vamo se trombar&#8221;. Na nossa adolescência, o álcool e a maconha não nos conheciam, assim, fumar ou beber não eram um pré-requisito para se reunir, a presença já bastava.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Não sei como escolhemos aquela mesa, que na época, era igual a tantas outras ー talvez foi sorte ou talvez ela não estivesse sendo guardada por um crachá. Também não lembro com detalhes das horas que passamos lá, na verdade, lembro mais de um momento específico em que, após uma risada sem compromisso, olhei para os outros lugares ocupados. Na minha frente, o Tomate que (ainda) ria dos próprios erros e não parava de falar da sua paixonite que o tinha adicionado no MSN durante as férias ー mal sabia que a vergonha de dançar em público ia impedi-lo de conhecer os lábios dela. Ao lado dele, o Siqueira, preguiçoso, inteligente, sem barba e nenhuma militância ー atualmente, ele é taxado de comunista e vende bolinhos de pote. O Rafs, que sempre fez o maior sucesso com as garotas, mas tinha se apaixonado mesmo pelo Senhor do Anéis e começado seu próprio livro ー 13 anos depois, ele namora um cara e ainda não terminou de escrever. E eu pagava de malandro por ouvir rap e com a certeza de que eu passaria sem recuperação naquele ano ー muitas ilusões. Sendo que a maior delas era acreditar que as coisas não mudariam e nem que o tempo levaria embora essas companhias.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Essa memória me ressurgiu durante uma conversa que tive com a Pri ー que apesar de não estar lá, também foi uma amiga distanciada pelos ponteiros ー onde surgiu a pergunta: &#8220;se você conhecesse seus amigos hoje, vocês se conectariam?&#8221;, e isso evoluiu para outra: &#8220;se vocês não são amigos agora, por que eram no passado?&#8221;<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Tá certo que a convivência diária no mesmo ambiente é um terreno muito fértil. Faculdades, empresas, cursos, clubes… são grandes canteiros de obras das construções que são as conexões. Sim, todos somos pedreiros das nossas amizades, paixões e até das relações não declaradas. Porque do mesmo jeito que uma obra, uma sintonia verdadeira ー mesmo que passageira ー exige trabalho de ambas as partes, equipamento de segurança para se proteger das pancadas; a comunicação é um dos principais problemas e ninguém é capaz de dizer quando termina. Sem contar a manutenção para manter aquilo de pé.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Dentre os canteiros, o colégio é o mais diferente por conta da diversidade de pessoas juntas e essa noção só veio com o tempo mesmo. Ele é um grande elemento numa equação que alimenta o autoconhecimento. O que quero dizer é que quanto mais a gente cresce, mais a gente se encontra e se torna a gente, porque nossas paixões e, consequentemente, nossas diferenças crescem usando as vivências como alvenaria. Claro que eu escrevia no colégio, mas meus projetos, as crônicas, as histórias e a comédia ー se você acha minhas piadas ruins agora, nem imagina no passado ー nada disso tinha acontecido ainda. Como resultado, hoje, sou muito mais Pedro do que eu jamais fui. E o mesmo vale para meus amigos. O Tomate está mais empreendedor e certinho do que nunca, o Rafs se descobriu um barman espetacular, o Siqueira está morando numa aldeia indígena. E todos estudaram na mesma sala sem saber que seriam tão diferentes décadas depois ー parece até começo de piada: &#8220;um engenheiro, um escritor, um barman&#8230; entraram numa escola&#8221;.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Sei que existem muitos fatores para você se tornar amigo ou desafeto de alguém. Afinal, você não é camarada de todo mundo que vê com muita frequência ー inclusive, muitas amizades seriam melhores se a convivência diminuísse. Mas a fase da vida é uma condição importante.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Éramos puros em relação a tudo: à vida, a nós mesmos e uns com os outros. Eu não tinha preguiça de conversar com o Rafs, ranço da presença do Tomate e sabia até se Siqueira continuava vivo depois de falar besteira pro cacique. São sentimentos que vieram com os anos. Da mesma forma que nossos uniformes, essa pureza nos mantinha iguais e unidos em um mesmo universo de <a href="https://pedroassun.com.br/contaipe/cronica/amizades-e-formaturas/">formaturas</a>, notas, garotas, <a href="https://pedroassun.com.br/contaipe/cronica-samuel/">professores</a>, MSN etc.<br /></span><span style="font-size: 30px; font-family: fonte-pedro;"><strong><span class="TextRun SCXW183424856 BCX2" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW183424856 BCX2">           </span></span></strong>Atualmente, sentamos em mesas separadas, modernas, fora do shopping e com companhias que fazem mais sentido, mas fico feliz que a outra ainda resiste, velha, escondida e que de vez em quando eu possa visitá-la. Assim como minha lembrança, ela é uma das razões por eu ser quem sou. E eu me orgulho disso.</span></p>
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		<title>Samuel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Assun]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2021 17:43:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história de um professor que levava consigo a maior das lições: a paixão por ensinar. Em todos aqueles anos no Judô, alguns conhecidos e até amigos tinham passado pelo Tatame, afinal, as aulas eram no colégio e muita gente entrava por curiosidade e acabava ficando. Eu também já havia lutado com muitos adversários diferentes: ...</p>
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<p class="has-medium-font-size"><span style="font-size: 32px; font-family: fonte-pedro;">A história de um professor que levava consigo a maior das lições: a paixão por ensinar.</span></p>



<p><span style="font-family: Arial Black, Avant Garde;"><span id="more-2549"></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Em todos aqueles anos no Judô, alguns conhecidos e até amigos tinham passado pelo Tatame, afinal, as aulas eram no <span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://pedroassun.com.br/contaipe/cronica/amizades-e-formaturas/">colégio</a></span> e muita gente entrava por curiosidade e acabava ficando. Eu também já havia lutado com muitos adversários diferentes: um cara com kimono fedendo, outro com 4 dedos no pé e 6 na mão, um cuja mãe ameaçou o cachorro do árbitro&#8230; Mas era a primeira vez que meu oponente seria um professor de escola. O meu professor da escola. E de matemática ainda! </span></span><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Só te digo que quando você pode sair na porrada lutar respeitosamente com o representante da matéria que te deixa na recuperação todo ano, muitas coisas passam pela sua cabeça ㄧ e cá entre nós, estes pensamentos não são de Deus.</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">“HAJIME” ㄧ o Sensei mandou e em bom e velho Judonês, isso significa: Tatame é onde Pitágoras chora e Galileu não vê!</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Como a grande parte dos meus professores, o Samuel era muito inteligente e sua coragem admirável. Não apenas por ensinar adolescentes playboys da classe média brasileira, como também pelas iniciativas.</span><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Começando pelo primeiro dia. Se você se lembra bem, no 1º colegial, a expectativa está à flor da pele por conta da fase; da chegada das galera nova e das festas de 15 anos; você (achando que) já é um adulto; e o primeiro dia junta tudo isso com a saudade dos amigos. Acontece que em 2006, só tínhamos (o finado) <i>Orkut</i>, ou seja, sem linha do tempo, sem <i>stories</i> e na xeretada do <i>perfil</i>, a gente via no máximo alguns depoimentos ㄧ ai,ai, saudades <i>Orkut</i>. Bom, isso tornava a fofoca muito mais pura, fofoca boca-a-boca mesmo e exigia uma preparação (qual história contar? e como contar?) porque querendo ou não, havia um público que chegaria afoito pelos seus causos das férias.</span></p>
<p><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Mas nada de reunião das tias da janela na aula do Samuel. Logo chegou, deu bom dia e se apresentou falando pouco e firmemente, objetivo e claro como sua matemática &#8220;abram os livros que a álgebra não espera&#8221;, e dale exercícios ㄧ professor, se estiver lendo isso, vamos admitir que faltou humanidade. E não importava o estado de calamidade da turma, seu tom de voz se mantinha o mesmo, exceto em nomes próprios que eram ditos mais altos e graves. E olha que não faltou motivos para gritar com a classe 1.2 ㄧ professor, se estiver lendo isso, vamos admitir que exagerou na humanidade em alguns casos.</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">&#8220;Esse miserável não me deixa pegar no Kimono&#8230;Já sei, vou fazer cara de mau para abalar o psicológico dele… Espero que eu não esteja fazendo bico&#8230;.droga, ele me derrubou com a Lei dos Cossenos&#8230;&#8221;</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Dava para ver de longe que ele tinha paixão no que ensinava, e víamos isso claramente quando, entre um exercício e outro, ele surgia com uma conta maluca sobre algo inútil &#8220;se você somar a minha idade, com o número de aulas que temos na semana e multiplicar pela idade do tio de Arquimedes, o resultado são números primos em sequência!&#8221;, ou quando ele ensinava um truque pra facilitar alguma conta milenar. Pura magia.</span></p>
<p><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Também conhecia os segredos das colas ㄧ estava atualizado com os sistemas mais avançados dos alunos. Lembro que antes da prova, existia uma ritual &#8220;Todos de pé, ao lado da carteira, mãos pra cima e mangas abaixadas&#8221; e assim, ele ia passando um por um, verificando se algo estava escrito na mesa ou escondido nos pulsos ㄧ imagino que hoje em dia, ele deve trazer um bloqueador de celular. Ao mesmo tempo, como um gesto de confiança, nos revelava os truques dos outros professores. Um deles: espiar a turma pelo reflexo do vidro da porta. Samuel era o Mister M das aulas ㄧ e se fosse hoje, eu o chamaria de Matemágico.</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">&#8220;Droga&#8230;quase fui derrubado de novo&#8230;.preciso me concentrar antes que ele use Bháskara&#8230;&#8221;</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Na correção, ele também fazia diferente: dava pontos pelo raciocínio, não só pelo resultado. Então, toda continha, todo pensamento no caminho certo, te ajudava no final da prova e o mesmo valia para o oposto, não adiantava colocar só a resposta certa ㄧ um jeito de dificultar a cola e de saber onde cada um errava.</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">&#8220;A-há&#8230;caiu miserável&#8230;.1 a 1 heim&#8230;Toma essa Sr. Logaritmo&#8230;Quero ver você contar pros professores que você perdeu pra um aluno&#8230;&#8221;</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Mas sua iniciativa mais famosa foi A Ponte de Macarrão, que também ganhava o tom imponente na sua voz. Na época, um grupo de alunos se interessou &#8220;que massa!&#8221;, eles diziam. Enquanto eu? Eu não entendia nem de matemática, nem macarrão e nem de ponte. Mesmo assim, vou explicar o conceito ㄧ afinal, preciso honrar o tema desta crônica e ensinar algo ㄧ, nessas pontes só se pode usar uma marca específica de macarrão e a estrutura tem um limite de altura, comprimento, peso e uso de cola. No mundo dos engenheiros, existem competições mundiais pra ver qual estrutura aguenta mais peso. Até onde eu vi, o recorde é de <a href="https://digitalpedagogik.se/film/5onxf1mo8v"><span style="color: #3366ff;">466,05 kg.</span></a></span></p>
<p><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Infelizmente, a ideia desmoronou no caminho, assim como a Olimpíada de Matemática, a Competição de Aviões de Papel e os Robôs de Lego. Todos, projetos do Samuel.</span></p>
<p><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Aí chegou o dia que ele descobriu que meu sensei era &#8221; a Lenda Rioiti Uchida&#8221; e seus  olhos brilharam igual aos meus quando acabava a aula dele ㄧ Brincadeira. Depois de uma semana sem mencionar mais nada, ele apareceu no Tatami.</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">MATÊ! Arrumem os Kimonos e se cumprimentem! ㄧ É… mais uma pra conta de lutas inusitadas.</span><br /><br /><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">No dia seguinte, Samuel resolveu ㄧ olha minha influência aí ㄧ fofocar sobre a experiência e perguntaram como eu tinha ido: </span></p>
<p><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">ㄧ O Pedro é muito bom, mas pra ficar melhor, precisa melhorar a técnica e a concentração. </span></p>
<p><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Pelos menos foi o que me contaram, já que eu estava olhando o jogo de queimada do maternal pela janela. Mas acho que tanto pra mim, quanto pro Samuel, não importava quem ganhou aquela luta, pois, se tem uma lição que aprendi é levar comigo um pensamento ㄧ tão óbvio que às vezes a gente até esquece ㄧ e que meu professor dizia antes de todas as provas:</span></p>
<p><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">&#8220;Concentre-se, faça o seu melhor, mas lembre-se que a prova é só o teste de como vocês estão hoje. A competência é algo construído a longo prazo e jamais deve ser medida por um único dia na sua vida.”</span></p>
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