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	<title>Arquivos Fazenda - Pedro Assun</title>
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	<description>Redator - Roteirista - Escritor</description>
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		<title>Aventuras na fazenda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Assun]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia de bosta. &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160;Um dos lugares que eu mais costumava ir durante a infância e adolescência foi a fazenda Regina, que pertencia ao Seu João, avô do Bruno, meu amigão de infância.&#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160;Como ela ficava longe de São Paulo, não podíamos ir todo fim de ...</p>
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<p><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 35px;">Um dia de bosta.<br /></span><span id="more-4936"></span></p>



<p><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</strong>Um dos lugares que eu mais costumava ir durante a <a href="https://pedroassun.com.br/cronica/reu-primario/">infância</a> e <a href="https://pedroassun.com.br/cronica/estacionamentro/">adolescência</a> foi a fazenda Regina, que pertencia ao Seu João, avô do Bruno, meu amigão de infância.<br></span><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</strong>Como ela ficava longe de São Paulo, não podíamos ir todo fim de semana – embora não faltasse vontade –, pegávamos feriados emendados. A viagem era sempre bem divertida, marcada por muito papo frouxo, piadas e brincadeiras ao som de músicas antigas das fitas do Seu João. Íamos assim durante 6 horas até uma estradinha de terra, momento em que ele nos deixava subir na caçamba da caminhonete para irmos sentindo o ar do campo. Antes de chegarmos à grande porteira da entrada, já podíamos ver os enormes pastos verdes onde cavalos, bois, porcos e búfalos andavam e se alimentavam livremente para depois virar deliciosos bifes – os cavalos se salvavam desse destino.</span><br><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</strong>Lembro que de tão grande que a fazenda era, Seu João sempre carregava um caderninho com anotações de quais animais estavam em qual pasto. Algo que não acontecia com o Joel, o faz-tudo da fazenda, que sabia essa relação de cor. Inclusive, na maioria dos dias, o Seu João botava eu e o Bruno para trabalhar com o Joel e seus 3 cães border collies: Jaiminho, Jorge e Jonas, na manutenção das terras e dos animais.</span><br><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</strong>Em um belo dia desses, Seu João nos chama para dar uma volta pela fazenda. Ele queria ver os animais mais novos, os que estavam crescendo, quem estava pronto para o abate e assim por diante. Vamos eu, Bruno, Seu João, no seu lendário cavalo preto, Joel e outros peões. Em certo momento, nos deparamos com uma árvore centenária, linda, com uma copa verde que ia até o céu e galhos entrelaçados que iam até o chão. Todos começam a rodeá-la para continuar o caminho. Eu não. Como um cavaleiro destemido começo a ir reto. Ouço Seu João falando: “Pedro, não vai por aí não, melhor dar a volta!”. Na hora, penso: “Puff! Venho aqui há vários anos, já ajudei o Joel em todo tipo de coisa. Sei andar de cavalo e passar por baixo de uma simples árvore”. E lá fui eu seguindo sozinho, olhando a paisagem quando… um enorme galho me atinge no peito! O impacto não só me derruba como assusta os cachorros do Joel, que latem fortemente, e faz meu cavalo sair em disparada, com meu pé preso ao estribo. Sou arrastado por alguns metros, levantando grama e terra, até que o Bruno cavalga rapidamente chegando na frente do meu cavalo e consegue acalmá-lo. Eu me levanto com um corte no braço e monto novamente no cavalo. A vergonha está estampada na minha cara e os ouvidos estão cheios de terra e de “a gente avisou” vindo dos mais experientes.</span><br><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</strong>Voltamos para a casa, onde a mulher do Seu João, Dona Majô, faz um curativo em mim e sugere que eu ficasse na casa. Algo que ignorei completamente: “eu tô bem, pronto pra outra” disse. Então eu e o Bruno decidimos ir à casa do Joel, porque além dele, conhecíamos suas 3 filhas: Joelma, de 12, e Jaqueline, de 11, e Jane, de 10. Logo que chamamos as meninas, elas apareceram com uma bola e uma ideia: queimada. Começamos o jogo. Após algum tempo da bola indo de um lado ao outro, muitas esquivas e queimadas só sobramos eu e Jaque no jogo. Ela joga a bola e eu pulo com tudo na lama para escapar. Infelizmente, Jaque só fingiu que ia jogar, e quando eu estou no chão, me acerta com a última e vencedora bolada. Levanto, pela segunda vez naquele dia, com a roupa inteira suja. Até que Jane aponta para minhas costas e diz com seu sotaque interiorano: <br></span><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</strong>— O que é isso?<br></span><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</strong>— Ué?! É lama, não tá vendo?! &#8211; respondo.</span><br><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</strong>— Eu sei, mas tá estranho.</span><br><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</strong>— Tá com um cheiro estranho na verdade. &#8211; Joelma afirma e todos concordam.</span><br><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</strong>Eu pego um pouco, coloco no dedo, a turma dá uma cheirada, e descobrimos que, o que parecia ser barro impregnado por toda minha roupa, era, na verdade, bosta de cavalo! Logo tiro a camiseta e com a cabeça baixa, subo para a casa para tomar um banho e me trocar. Naquele momento &#8211; finalmente &#8211; resolvo fazer algo sensato e seguir o conselho de Dona Majô: ficar na rede da varanda apenas olhando a paisagem até a hora do jantar para evitar qualquer novo vexame.</span><br><span style="font-size: 30px; font-family: Fonte-Pedro;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</strong>Os dias seguiram trazendo novas aventuras na fazenda Regina, histórias que posso contar mais tarde. Porque, no fim das contas, os dias ruins passam, os tombos cicatrizam, a vergonha diminui — mas o cheiro de bosta de cavalo…esse fica para sempre.</span></p>
<p>&nbsp;</p>




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		<title>Ruralidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Assun]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2017 21:43:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vida pode ser simples como um vídeo de uma viagem para a natureza.</p>
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<p class="has-medium-font-size"><strong>A vida pode ser simples como um vídeo de uma viagem para a natureza.</strong></p>


<p><span id="more-408"></span></p>
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