<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos prova - Pedro Assun</title>
	<atom:link href="https://pedroassun.com.br/tag/prova/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://pedroassun.com.br/tag/prova/</link>
	<description>Redator - Roteirista - Escritor</description>
	<lastBuildDate>Mon, 09 Mar 2026 20:02:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.5</generator>

<image>
	<url>https://pedroassun.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cropped-icone-32x32.jpg</url>
	<title>Arquivos prova - Pedro Assun</title>
	<link>https://pedroassun.com.br/tag/prova/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Prova de amor</title>
		<link>https://pedroassun.com.br/cronica/prova-de-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Assun]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[prova]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pedroassun.com.br/?p=4979</guid>

					<description><![CDATA[<p>A união entre um teste e um casamento.           Durante minha vida toda, estudei na mesma escola. Um colégio jesuíta, que apesar de ser religioso, não era só para meninos – ainda bem – como os de antigamente. Outro ponto é que ele era enorme. Para você ter uma noção, tinha ...</p>
<p>O post <a href="https://pedroassun.com.br/cronica/prova-de-amor/">Prova de amor</a> apareceu primeiro em <a href="https://pedroassun.com.br">Pedro Assun</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>A união entre um teste e um casamento.</strong></span></p>
<p><span id="more-4979"></span></p>





<p><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Durante minha vida toda, estudei na mesma escola. Um colégio jesuíta, que apesar de ser religioso, não era só para meninos – ainda bem – como os de antigamente. Outro ponto é que ele era enorme. Para você ter uma noção, tinha inúmeras quadras poliesportivas, piscinas, 2 prédios, um andar só de dormitório dos padres e, claro, uma igreja ao lado. </span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>A vida seguia tranquila, até chegar na 8ª série, quando começaram a falar de carreira e surgiram os “testões”. Simulados do vestibular que compunham a nota de todas as matérias e aconteciam a cada 2 meses. E para melhorar, sempre aos sábados.</span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;">Faltando 2 dias para a próxima prova, ao invés de revisar o conteúdo, bolo planos que me ajudariam com minha maior inimiga: a matemática. Chego em uma ideia. No dia seguinte, me aproximo do meu amigo Rafa, considerado o aluno mais esperto da série e único que toparia me ajudar, e explico:</span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          — </strong>O segredo está na borracha: cada posição dela na mesa significa uma das alternativas – conforme falo, vou apontando – no canto superior é A, inferior B, meio C… </span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;">Ele pergunta: </span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          — </strong>Tá certo, mas como você vai saber em qual questão estou? </span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;">Coloco a mão no queixo e enquanto meus olhos procuram um foco, acabo vendo um outro aluno comendo salgadinho. </span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          — </strong>Já sei! Você não leva lanche pra prova?</span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          — </strong>Levo. Uma barrinha de cereal.</span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Combinados então que o número da mordida corresponderia ao número da questão.</span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Chega a hora da prova, consigo sentar na diagonal traseira do Rafa, lugar perfeito para vê-lo sem dar bandeira. A primeira matéria é Geografia. Vou respondendo pergunta por pergunta, sempre com um olho na prova e outro no meu amigo. Afinal, se tem uma coisa que a gente não combinou é o momento que ele sentiria fome.</span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Pulo a próxima que é Matemática. As horas passam junto à História, Português e Física. Quando estou em Química, ele pega na barrinha, mas apenas a ajeitá-la na mesa, nada de mordida. “Meu Deus, que ordem que ele tá fazendo?” penso. Passo para Biologia. Finalmente, Rafa abre a barrinha e dá a 1ª mordida, eu vou para Matemática e como um espião da Segunda Guerra, ele vai me passando código por código: 1<strong>ª </strong>pergunta resposta B, 2<strong>ª </strong>C, 3ª B… até que terminamos. Volto pra Biologia e, depois de um tempo, termino o testão. </span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Na saída da prova, batemos as respostas com outros amigos e concluímos que acertamos 80% de Matemática! Na verdade, o Rafa acerta 100%, eu que errei um ou outro código. Ainda assim, tem outras matérias para eu ir bem, e, por isso, vou à igreja do colégio pedir uma nota divina.</span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;">Entro pelas imensas portas e noto um clima diferente. Uma iluminação à meia luz formada por grossas velas, arcos de flores espalhados na ponta dos bancos onde estão sentadas pessoas de social e um tapete vermelho que percorre o centro e leva a um casal no altar. A princípio, acredito que é renovação de votos, porém ao ver o homem de terno e a mulher de vestido branco, vem a certeza de ser um casamento. </span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Eu me posiciono perto dos convidados para assistir a cerimônia que, infelizmente, já estava no final, então só dá para acompanhar o beijo de encerramento. Todos ovacionam de pé enquanto o agora casal se encaminha para a saída da igreja. Entre acenos e sorrisos, a esposa para por um instante e fixa o olhar no participante inusitado: um menino de uniforme, no último banco, que também a aplaude enlouquecidamente. Ela deixa escapar uma cara que mistura estranheza e curiosidade, mas segue o baile &#8211; ou melhor, o casamento.</span><br /><span style="font-family: Fonte-Pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>No fim das contas, sai de lá sem reza nem nota boa. Em compensação, fui ao meu 1° casamento e ainda saí com um presente abençoado, já que peguei uma das flores da decoração e levei para minha mãe.</span></p>
<p> </p>
<p>O post <a href="https://pedroassun.com.br/cronica/prova-de-amor/">Prova de amor</a> apareceu primeiro em <a href="https://pedroassun.com.br">Pedro Assun</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
