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	<title>Arquivos trabalho - Pedro Assun</title>
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	<description>Redator - Roteirista - Escritor</description>
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		<title>Conselho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Assun]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se conselho fosse bom, a gente não bebia.                ㄧ Porque o Bruce Wayne tá sempre triste? Porque ele é o Bad-Man! ㄧ é a primeira coisa que sai da minha boca nessa sexta a noite, ao chegar na despedida do Léo, logo depois de uma menina, de camiseta listrada ...</p>
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<p class="has-medium-font-size"><span style="font-size: 32px; font-family: fonte-pedro;">Se conselho fosse bom, a gente não bebia.</span></p>



<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: fonte-pedro;"><span id="more-2598"></span><span style="font-size: 30px;">     </span></span><br /><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>ㄧ Porque o Bruce Wayne tá sempre triste? Porque ele é o Bad-Man! ㄧ é a primeira coisa que sai da minha boca nessa sexta a noite, ao chegar na <a href="https://pedroassun.com.br/contaipe/cronica/amizades-e-formaturas/">despedida</a> do Léo, logo depois de uma menina, de camiseta listrada e jaqueta de couro meio surrada, surgir da multidão e pedir uma piada, sem ao menos se apresentar. Estranhei, pois ela nem deu um gole na cerveja como geralmente as pessoas fazem para lamentar minhas anedotas. &#8220;Será que ela gosta desse humor duvidável?&#8221; me pergunto e tenho minha resposta, assim que ela ri.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>ㄧ Como você pode ver, essa é a Amanda, Pedrinho ㄧ O Gui apresenta sua namorada ㄧ eles estavam juntos há 1 ano e conversavam como namorados, soavam como namorados e agiam como namorados, só não se chamavam assim<b>. </b>Mas vou usar esse título a fim de poupar minhas linhas e minha paciência.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Como na maioria das despedidas, a firma inteira está hoje no Keka ㄧ o bar da esquina é tão frequentado pela agência que tem até apelido e um pombo com nome do dono (da agência) ㄧ, e eu tenho muita fofoca pra atualizar com os outros departamentos, então, esse é momento perfeito pra matar minha curiosidade e conhecer a Amanda pessoalmente ㄧ, pois ela é um assunto constante nos cafezinhos da tarde e nem sempre por uma boa razão<b>. </b>Reparo melhor no look roqueiro com meia arrastão, shorts jeans <i>destroyed</i> e coturno vermelho (isso que dá, trabalhar muito tempo com moda), nas tatuagens coloridas <i>old school</i> decorando sua pele e na bolsa preta com fones enrolados e quase escapando. E pensando bem, combina com meu amigo, que sempre usa jeans e camisetas com referências de bandas ou quadrinhos.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Ela se enturma rápido com a gente: entra nos assuntos aleatórios, diz algumas besteiras e fala mal da agência. Praticamente uma colega de trabalho, que curte o namorado entre piadas e beijos. Aproveito a troca de confidências alcoólicas entre os dois e resolvo pegar outra bebida. <br /><strong>          </strong></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;">Quando volto pra roda, o casal está em lados opostos. Até aí, é o curso normal das rodas de boteco ㄧ se você reparar, uma roda de pessoas é um organismo vivo, ela se movimenta, diminui, expande, se mistura&#8230; tive até um amigo que passou na frente de um bar e foi engolido por uma. O coitado ficou preso por horas e perdeu o enterro da avó.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>        </strong>O que me chama atenção é que as piadas da Amanda se transformaram em respostinhas. A cada 2 frases que o Gui fala, ela manda 1 indireta pra ele ㄧ acho que meu <a href="https://pedroassun.com.br/contaipe/cronica-samuel/">professor</a> de matemática chamaria de Ofensa 1:2. Meu amigo nota e os dois vão para um canto conversar.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Antes de continuar, um esclarecimento: meu intuito como escritor é contar ㄧ quase ㄧ fielmente o que acontece na minha vida. Do mesmo jeito que as histórias de pescador, as crônicas colocam em cheque nossas noções de realidade e ficção. E nessa relação de ㄧ quase ㄧ sinceridade com o leitor, no caso: você, devo confessar que tentei inventar diferentes causas pro começo da briga: ciúmes, bolacha x biscoito, ketchup na pizza, purê no cachorro-quente, terminar a série sem o mozão, dar a resposta errada das palavras cruzadas… mas parando pra pensar, numa briga de bar, ainda mais as do meu amigo, tudo acontece do nada. E é durante a surra no Beer Pong do pessoal do T.I, que percebo o Gui afogando as mágoas na sinuca com a galera da Manutenção, enquanto a Amanda, ao longe, recebe um conselho da mãe no telefone. <br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Algumas derrotas depois, minha dupla de jogo aplica um golpe de Estado Boteco e me substitui por uma menina do Atendimento. Sendo assim, pego outro drink para prestar mais atenção no cenário ㄧ se você, como eu, tem vivência em dramas de bares e festinhas, vai reconhecer bem rápido a cena que vi. De um lado do recinto, o namorado chorando com os apoiadores a sua volta (um grupo formado pelos departamentos do RTV, Arte Final e Manutenção). Do outro, a namorada indiferente, séria, com sua própria comitiva (a galera das mídias sociais, o Atendimento e umas pessoas que eu sempre vi na agência, mas não tive certeza de que trabalham lá).<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Bafafá e cervejas pra todo lado. As meninas do RH circulam entre as 2 rodas para ouvir todas as opiniões e pontos de vista para enfim, reunir os grupos ㄧ um coach que está passando, vê o círculo de pessoas e discursa sobre a meritocracia da física quântica do amor, só que nem o álcool aceita aquela ladainha, então ele vai embora. O casal se reúne novamente, a sós. A expectativa vem acompanhada de uma porção de batata frita. Apenas um detalhe ㄧ e o ketchup ㄧ é esquecido, as meninas têm experiências em desavenças corporativas, nada de bares. A memória disso surge quando vemos as posições invertidas, enquanto lágrimas escorrem da Amanda, o Gui carrega um olhar sem alma.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>O climão começou a crescer ㄧ e o limão também, porque pediram a tequila ㄧ até que surge Dra. Leninha, dona do Keka e da clínica de psicologia que fica em cima. São 300 casos resolvidos no consultório e mais de 1.500 no balcão. O bar para com seu assobio ao longe e começa um murmurinho de esperança. Chego até a ouvir um coro de pensamentos: &#8220;se tem uma pessoa que dá bons conselhos para casal e vai salvar a sexta, é a Leninha!&#8221;. Imediatamente, um garçom limpa uma mesa e coloca uma Heineken gelada ㄧ Leninha não está pra brincadeira.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Gui e Amanda vão até o divã, conversam com Dra. e ao redor, pessoas disfarçando ㄧ bem mal ㄧ os olhares para o drama da noite. Ao fim de 40 minutos, Leninha olha para a plateia, gesticula um &#8220;Caso Perdido&#8221; com cabeça e volta ao balcão para o paciente das 23:30.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Sem saber de nada, a Lu surge da agência. Sem maquiagem e brincos, olheiras à mostra, cabelos coloridos e presos ao estilo &#8220;não me importo&#8221;, unhas descascadas, sem lentes de contato. Cada parte do corpo afirma &#8220;tive uma semana daquelas e preciso da minha cama&#8221;. Ela cruza seu amigo emburrado na frente da namorada e segunda o passo por 1 segundo. Sua falta de paciência se transforma num sinal de silêncio, quando o casal começa a reclamar. A Lu pronuncia uma frase e segue seu caminho. Imediatamente, os namorados se dão as mãos, trocam olhares e sorriem um para o outro.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>O Keka fica em estado de choque! Todos entrevistam a Lu que respira fundo para suas últimas palavras do dia &#8220;ah, só disse: anjos, relacionamentos são iguais a vida, tem momentos bons e ruins”. A galera se olhou por segundos e mesmo sem entender nada, retomou o clima animado da despedida.<br /></span><span style="font-family: fonte-pedro; font-size: 30px;"><strong>          </strong>Naquela hora, um único pensamento cruzou minha mente &#8220;Às vezes, tudo que a gente precisa é um conselho ruim&#8221;. E tomei mais um gole.</span></p>
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